Como consolidar investimentos de vários bancos
Quando o patrimônio está em vários bancos e corretoras, saber quanto você tem vira trabalho de fim de semana. Três caminhos para juntar tudo numa leitura só, e o que cada um pede de você.
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Ter conta em mais de uma instituição é comum e, muitas vezes, sensato: um banco para o dia a dia, uma corretora com mais opções de renda fixa, uma cooperativa com uma LCA que pagava bem, a previdência no banco onde ela foi contratada. O problema aparece na hora de responder a pergunta mais simples de todas: quanto eu tenho, e quanto isso rendeu?
Cada instituição mostra só o seu pedaço, com o seu jeito de calcular e de apresentar. Somar esses pedaços exige método, e há três caminhos principais para isso.
1. A planilha
É o ponto de partida de quase todo mundo: uma linha por aplicação, com valor aplicado, saldo, taxa e vencimento, atualizada a partir dos extratos de cada mês.
- A favor: controle total e nenhum custo.
- Contra: cada atualização é manual, e um erro de digitação passa despercebido por meses.
- Contra: medir rentabilidade direito dá trabalho. Aportes e resgates no meio do período distorcem a conta, e comparar com o CDI exige buscar a série do índice para o mesmo intervalo.
- Contra: come-cotas e imposto de renda raramente entram na planilha, e são justamente o custo que menos aparece.
Para uma ou duas contas, a planilha resolve. A partir de três ou quatro, o tempo de manutenção cresce mais rápido que o patrimônio.
2. O Open Finance
O Open Finance é o sistema, regulado pelo Banco Central, em que você autoriza uma instituição a compartilhar os seus dados com outra empresa. Em vez de copiar números de um extrato, o aplicativo de consolidação recebe posições e saldos direto da fonte, com o seu consentimento.
- A favor: a informação vem da própria instituição e se atualiza quando a conexão sincroniza, sem arquivo para enviar.
- A favor: para consolidar, basta o compartilhamento de dados. Nenhum pagamento ou transferência precisa ser autorizado.
- Contra: nem toda instituição está disponível em toda conexão, e os dados mudam na frequência da sincronização, não em tempo real.
No Prisma, a conexão é feita por uma provedora de Open Finance: a senha do banco é digitada no ambiente dela e não passa pelo Prisma, a integração só lê, e desconectar apaga o que aquela conexão trouxe.
3. O extrato
Para o que a conexão não alcança, o extrato mensal de cada instituição ainda é a fonte mais completa: lista cada posição com saldo, taxa, vencimento e, muitas vezes, a rentabilidade do mês.
- A favor: serve para a instituição que não conecta, e traz dados que nem sempre chegam por outro caminho.
- Contra: é uma foto do fim do mês, não um acompanhamento contínuo.
- Contra: ler extrato por extrato e passar tudo à mão é a planilha de novo.
No Prisma, o extrato é lido e as posições entram na carteira sem redigitação. O que o documento imprime é gravado como veio, e o que ele não trouxe vira uma pergunta objetiva, em vez de um valor suposto.
O que olhar depois de juntar tudo
Consolidar é o começo. Com o patrimônio numa leitura só, três perguntas passam a ter resposta:
- Onde o dinheiro está concentrado: por classe de ativo, por produto e por conta.
- Quanto a carteira rendeu contra o CDI no mesmo período, e quais contas puxam o resultado para cima ou para baixo. Veja como ler a rentabilidade contra o CDI.
- Quanto de imposto está embutido: o come-cotas que os fundos devem antecipar e o IR que um resgate pagaria hoje. Veja o que é o come-cotas.
Na Overview do Prisma, a primeira pergunta tem um cartão próprio: a distribuição da carteira abre o mesmo patrimônio por classe, por produto e por conta, e cada aba fecha nos mesmos 100%.
Na Overview, a distribuição da carteira, no recorte de líquidos e ilíquidos, abre os R$ 4.820.000,00 em três abas:
- Classe: Renda Fixa 38,4%, Imobiliário 21,7%, Multimercado 13,2%, Renda Variável 11,9%, Inflação 9,6%, Caixa 5,2%.
- Produto: FII / Fundo imobiliário 21,7%, Fundos 19,6%, CDB 18,4%, Ações 11,9%, NTN-B 9,6%, LCA 8,0%, LCI 5,6%, Poupança 5,2%.
- Conta: XP 4821 34,1%, Bradesco 0193 27,5%, Banco do Brasil 7740 16,2%, Itaú 3310 12,8%, BTG Pactual 2208 9,4%.
Juntar as contas não muda onde o dinheiro está. Consolidar é ler, não mover: nenhum dos três caminhos precisa de permissão para movimentar a sua conta.